Pessoa Jurídica e Dano Moral | Guia Jurídico Atualizado
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Direito Empresarial

Pessoa Jurídica e Dano Moral

Victor Duarte 25/07/2018

O Superior Tribunal de Justiça reafirmou entendimento de que, mesmo quando se tratando de relação de consumo, a pessoa jurídica consumidora deverá comprovar os danos à sua imagem que eventual falha no serviço ou produto tenha lhe causado, para ser indenizado por danos morais.

Ao relatar o Recurso Especial, a Ministra Nancy Andrighi deu provimento ao recurso para afastar a condenação imposta em primeiro grau e confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, por não vislumbrar os pressupostos para a configuração do dano, destacando que esse tipo de condenação (danos morais) em favor de pessoas jurídicas ocorre de forma diferenciada.

Em se tratando de pessoa jurídica, de acordo com a Ministra, os danos morais não se presumem e, portanto, devem ser comprovados.

A Turma julgadora destacou que a decisão combatida é contrária à jurisprudência do STJ, já que a Recorrida (autora na ação de origem) não comprovou como o ilícito relatado pela Recorrente (ré na ação de origem) afetou sua imagem, a ponto de ensejar uma condenação por danos morais.

“É inegável que, ao exigir pagamento antecipado para a disponibilização de seus produtos, a recorrente impôs pesado ônus comercial sobre a recorrida, mas isso constitui um ato que – para além da esfera patrimonial – é incapaz de gerar dano moral, isto é, de natureza exclusivamente extrapatrimonial”, explicou a ministra.


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O que é necessário para provar o dano moral da pessoa jurídica?

É necessário comprovar o dano efetivo à reputação, imagem ou crédito da empresa no mercado. Além disso, deve-se demonstrar o nexo causal entre o ato do ofensor e o prejuízo sofrido. Documentos, notícias, testemunhos e perícias podem ser utilizados como prova.

Qual a diferença entre dano moral e dano material para a empresa?

O dano material afeta o patrimônio financeiro da empresa (receita, bens, contratos), enquanto o dano moral afeta a honra objetiva, reputação ou crédito da empresa perante o mercado, clientes e parceiros. Ambos podem ser pleiteados cumulativamente.

Quais atos podem causar dano moral à empresa?

Podem causar dano moral: protesto indevido de títulos, inserção irregular em cadastros de inadimplentes (SPC/Serasa), divulgação de informações falsas, violação de sigilo comercial, concorrência desleal e negócios jurídicos descumpridos de forma abusiva.

A empresa pode pedir indenização por dano moral em relações de consumo?

Sim, quando a empresa atua como consumidora de serviços. No entanto, o STJ tem entendido que em relações consumeristas entre empresas, os danos morais devem ser comprovados, não podendo ser presumidos, diferentemente do que ocorre com pessoas físicas consumidoras.

Como funciona o cálculo da indenização por dano moral para empresa?

O juíz avalia o porte da empresa, a gravidade do ato, a extensão do dano e o impacto econômico sofrido. Não há tabela fixa de valores. O advogado deve apresentar as provas do dano à imagem e os reflexos financeiros negativos para embasar um pedido indenizatório justo.

Qual o prazo para entrar com ação de dano moral contra empresa?

O prazo prescricional é de 3 anos para ações de reparação civil (art. 206, §3º, V do Código Civil). O prazo começa a contar da data do ato lesivo. É importante não perder esse prazo, devendo a empresa buscar orientação jurídica o quanto antes.

Empresa cadastrada indevidamente no SPC pode pedir dano moral?

Sim. A inscrição irregular da empresa em cadastros de inadimplentes como SPC e Serasa é uma das principais causas de dano moral corporativo. Nesses casos, a empresa deve comprovar que a inscrição foi indevida e demonstrar o prejuízo causado ao seu crédito e operações comerciais.

Pessoa jurídica pode acumular pedido de dano moral com lucros cessantes?

Sim, é possível cumular dano moral com lucros cessantes quando a empresa comprova que o ato ilícito gerou perda de receita além do dano à imagem. Os pedidos devem ser feitos de forma distinta na petição inicial. O juiz avaliará individualmente cada pedido para fixar a indenização adequada.

Como um advogado pode ajudar a empresa em caso de dano moral?

O advogado analisa o ato lesivo, orienta sobre a viabilidade da ação, coleta provas e redige a petição inicial. Na Pedro Miguel Law, nossos advogados especializados em direito empresarial estão prontos para defender os interesses da sua empresa e buscar a indenização que ela merece.

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