Coloquei a empresa na justiça quanto tempo demora: Guia completo sobre os prazos - Pedro Miguel Law
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Direito Empresarial

Coloquei a empresa na justiça quanto tempo demora: Guia completo sobre os prazos

Coloquei a empresa na justiça quanto tempo demora? Entenda prazos, etapas e fatores que influenciam a duração do processo.

Pedro Miguel 07/02/2026

A pergunta "coloquei a empresa na justiça quanto tempo demora?" é uma das maiores preocupações de quem busca seus direitos. A resposta direta é: depende. Contudo, para ter uma base, a média geral para um processo chegar a uma primeira decisão no Brasil é de 3 anos e 6 meses. Este guia completo vai explicar os prazos reais e o que influencia essa espera.

Esse tempo, no entanto, varia muito dependendo do tipo de ação. Um processo trabalhista costuma ser bem mais rápido. Já uma disputa empresarial complexa, como as de franquia, pode se arrastar por anos a fio.

Entendendo os prazos médios de um processo judicial

A ansiedade sobre a duração de uma ação judicial é, sem dúvida, a maior preocupação de quem decide ir atrás dos seus direitos. Embora não exista um prazo cravado na pedra, os dados oficiais do nosso sistema judiciário nos ajudam a ter uma visão mais clara e a alinhar as expectativas desde o início.

É fundamental entender que cada processo tem suas próprias reviravoltas, mas conhecer as médias é o primeiro passo para se preparar para essa jornada.

Mesa de escritório com balança da justiça, um mapa de processo, caneta e notebook, ilustrando planejamento legal.
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A realidade dos números no Brasil

A lentidão da justiça não é só uma impressão. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, em 2021, o tempo médio para um julgamento em primeira instância bateu o recorde de 2 anos e 7 meses, o maior desde 2015. A pandemia, com suas falhas em sistemas online e dificuldades processuais, só piorou o cenário.

E essa espera pode ser ainda maior dependendo da área do direito.

Imagine que você precise processar uma empresa por quebra de um contrato de franquia em São Paulo. Essa ação, que corre na Justiça Estadual, leva em média 3 anos e 9 meses para ter uma decisão. Se houver um recurso para a segunda instância (o tribunal), pode adicionar mais 1 ano e 1 mês nessa conta. Você pode aprofundar-se nos dados sobre a duração dos processos para entender melhor a complexidade.

O impacto financeiro da demora: Para as empresas, essa morosidade custa uma fortuna. Estima-se que as companhias brasileiras gastem cerca de R$ 157,38 bilhões por ano só com litígios.

Prazos médios por tipo de justiça

A questão "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?" tem respostas diferentes dependendo de onde o processo corre. Ter uma ideia desses prazos é crucial para saber o que esperar.

A tabela abaixo mostra um resumo dos tempos médios na primeira instância, que é onde a maior parte do processo acontece.

Tempo médio de um processo judicial por tipo de justiça (1ª instância)
Tipo de Justiça Tempo Médio Estimado Áreas de Atuação Comuns
Justiça do Trabalho 1 ano e 2 meses Verbas rescisórias, horas extras, assédio moral.
Justiça Federal 3 anos Disputas contra a União, autarquias ou empresas públicas federais.
Justiça Estadual 3 anos e 9 meses Direito do consumidor, problemas contratuais, conflitos societários.
Justiça Eleitoral 3 meses Questões relacionadas a eleições e partidos políticos.

Como você pode ver, a diferença é grande. Entender essas variações é o que vai te ajudar a ajustar suas expectativas. Quem entra com uma ação trabalhista tem uma perspectiva de tempo muito diferente de quem está numa briga empresarial complexa, que exige perícias, análises de contratos e pode se estender por muitos anos.

Mapeando a jornada de um processo judicial do início ao fim

Para responder de vez à pergunta "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?", o melhor caminho é enxergar o processo como uma viagem, com várias paradas obrigatórias pelo caminho. Cada fase tem seu próprio ritmo e seus desafios, e tudo isso influencia diretamente no tempo total da jornada. Entender esse mapa é o primeiro passo para ter mais controle e, claro, mais tranquilidade.

Imagine seu processo como se fosse uma linha de montagem. A petição inicial, preparada pelo seu advogado, é a matéria-prima: ali estão os fatos, as provas e o que você está pedindo. A partir daí, cada etapa vai agregando valor e complexidade, até chegar no produto final, que é a decisão do juiz.

O infográfico abaixo dá uma boa ideia do fluxo geral e dos prazos médios em cada tipo de Justiça.

Fluxograma roxo mostra o fluxo de tempo judicial: Justiça do Trabalho, Estadual e Federal, com ícones.
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Fica fácil perceber por que um processo trabalhista costuma andar mais rápido. Já as disputas cíveis ou empresariais, que correm na Justiça Estadual, podem se arrastar bem mais por conta da complexidade envolvida.

As 5 grandes fases de uma ação judicial

Todo processo, não importa se é trabalhista, cível ou de consumo, segue um roteiro parecido. Conhecer essas etapas ajuda a entender onde podem acontecer os maiores "engarrafamentos" e como um bom advogado pode agir para manter as coisas em movimento.

1. A petição inicial e a citação da empresa

O pontapé inicial é aqui. Seu advogado prepara a petição inicial, um documento que conta a sua história, mostra as provas que você já tem e formaliza os pedidos para o juiz.

Assim que o juiz recebe e aceita essa petição, a empresa é oficialmente informada que está sendo processada. Esse ato se chama citação. A partir daí, a empresa tem um prazo para apresentar sua defesa. Essa primeira fase costuma levar de 1 a 3 meses, mas isso depende muito da agilidade do cartório do fórum e da facilidade de encontrar a empresa para entregar a notificação.

2. A fase de conciliação e saneamento

Antes de começar a "briga" de verdade, a Justiça sempre tenta resolver na conversa. Para isso, é marcada uma audiência de conciliação ou mediação, um momento em que as partes e seus advogados se reúnem para tentar um acordo.

  • Se rolar acordo: Ótimo! O processo acaba aqui, de um jeito bem mais rápido e sem dor de cabeça.
  • Se não tiver acordo: O processo segue. O juiz então "arruma a casa", definindo quais pontos ainda precisam ser provados para que o caso possa ser julgado.

Essa etapa pode adicionar mais 2 a 6 meses ao calendário, principalmente por causa da agenda do tribunal. A vontade da empresa de negociar é o que mais pesa aqui.

Da apresentação de provas à decisão final

Se o acordo não vingou, o processo entra na sua fase mais longa e trabalhosa: a de instrução. É aqui que as provas são de fato produzidas e analisadas, e é onde a complexidade do caso realmente mostra seu peso no cronômetro.

3. A fase de instrução processual

Pense nesta etapa como a fase de investigação do processo. É o momento de ouvir testemunhas, juntar novos documentos e, se for preciso, fazer perícias técnicas. Uma perícia para analisar as contas da empresa ou para avaliar um problema de engenharia, por exemplo, pode facilmente acrescentar de 6 meses a mais de um ano ao processo.

Um processo judicial não é uma corrida de 100 metros, mas sim uma maratona. A fase de instrução é o trecho mais longo e desafiador, onde a qualidade das provas e a estratégia do advogado são colocadas à prova.

4. A sentença do juiz

Depois de analisar tudo — provas, documentos, depoimentos e argumentos dos advogados —, o juiz finalmente toma sua decisão. É a chamada sentença. Nela, ele diz quem tem razão e, se for o caso, qual o valor da condenação. A elaboração da sentença pelo juiz pode levar de 3 a 12 meses depois que a fase de instrução termina, variando muito com o volume de trabalho na vara.

5. A fase de recursos

A história não acaba com a sentença. A parte que perdeu quase sempre tem o direito de recorrer para uma instância superior, como o Tribunal de Justiça. A fase de recursos é, sem dúvida, um dos maiores vilões da demora, podendo esticar a espera pela decisão final e definitiva por mais 1 a 3 anos.

Entender essa jornada toda mostra que, quando alguém pergunta "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?", a resposta não é simples. Ela está espalhada por cada uma dessas etapas obrigatórias.

Os fatores que realmente influenciam a duração do seu processo

Se cada processo é uma história única, o que faz alguns chegarem ao fim mais rápido que outros? A resposta para a pergunta "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?" está escondida em uma série de variáveis que podem acelerar ou, pelo contrário, arrastar sua ação judicial por anos.

Entender esses fatores não só ajuda a calibrar suas expectativas, mas também mostra como uma estratégia jurídica bem pensada pode ser decisiva. Não se trata apenas de ter o direito do seu lado, mas de saber como navegar pelo sistema para alcançá-lo da forma mais eficiente possível.

Pessoas de negócios sorrindo e apertando as mãos, com "Soluções Alternativas" em um balão de fala, sobre uma mesa de escritório.
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A complexidade do seu caso

O primeiro e mais óbvio fator é a complexidade do assunto. Pense em uma disputa simples, como a cobrança de um cheque sem fundo. As provas são claras, os cálculos são diretos e a discussão é objetiva. Esse tipo de processo tende a ser muito mais rápido.

Agora, compare com uma ação de quebra de contrato de franquia que envolve alegações de falha no suporte, uso indevido da marca e disputas sobre propriedade intelectual. Casos assim exigem uma análise profunda de documentos, contratos extensos e, não raro, a opinião de especialistas.

A complexidade funciona como o terreno de uma corrida. Um terreno plano e reto permite alta velocidade, enquanto um caminho montanhoso e cheio de curvas exige mais tempo, cautela e habilidade para ser percorrido.

Uma ação que depende de uma perícia técnica — seja contábil, de engenharia ou de tecnologia da informação — automaticamente ganha meses, ou até um ano a mais, no seu cronograma. O perito precisa de tempo para analisar, elaborar seu laudo e, depois, as partes ainda podem questionar esse laulo.

A carga de trabalho do tribunal

Outro ponto crucial é algo que está totalmente fora do seu controle: o volume de trabalho do tribunal onde seu processo foi distribuído. Uma vara judicial em uma grande capital, sobrecarregada com dezenas de milhares de outros casos, naturalmente terá um ritmo mais lento do que uma em uma comarca menor.

Cada "movimentação" do processo, de um simples despacho à marcação de uma audiência, depende do trabalho de servidores e do juiz. Quando a demanda é muito alta, forma-se uma verdadeira fila, e seu processo precisa esperar a vez.

O comportamento da outra parte

Este é um dos fatores mais imprevisíveis e, francamente, frustrantes. A postura da empresa processada pode definir o ritmo do jogo.

  • Empresas colaborativas: Algumas, ao perceberem que o caso não lhes é favorável, buscam um acordo rápido para evitar custos maiores e o desgaste da imagem.
  • Empresas litigantes: Outras, especialmente grandes corporações com departamentos jurídicos robustos, podem usar táticas para adiar o processo ao máximo. Elas apresentam recursos para cada pequena decisão, pedem adiamento de audiências e criam obstáculos em cada etapa, apostando no seu cansaço.

Esse tipo de comportamento pode transformar um processo que duraria dois anos em um que se arrasta por cinco ou mais.

A qualidade das suas provas e da estratégia jurídica

Aqui é onde você e seu advogado podem realmente fazer a diferença. A forma como o caso é construído desde o início tem um impacto gigantesco na sua duração.

Uma petição inicial bem fundamentada, com provas claras e organizadas, torna o trabalho do juiz mais fácil e rápido. Documentos faltantes, argumentos confusos ou a necessidade de pedir novas provas no meio do caminho são paradas desnecessárias na sua jornada.

A estratégia jurídica também é vital. Um advogado experiente sabe escolher o tipo de ação correta, antecipar os argumentos da outra parte e focar nos pontos que realmente importam para o juiz. Isso evita discussões inúteis que só servem para gastar tempo e energia.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram um cenário desafiador. Em 2021, o tempo médio para um julgamento em primeira instância atingiu o recorde de 2 anos e 7 meses. Este número foi influenciado por diversos fatores, incluindo os desafios trazidos pela pandemia, que causaram falhas em sistemas online e dificuldades na localização das partes. Descubra mais sobre como esses dados impactam os prazos judiciais na análise da CNN Brasil. Saber disso reforça a importância de ter uma estratégia sólida para navegar nesse ambiente.

Como você pode acompanhar e ajudar a agilizar seu processo

Depois que a ação judicial começa, muita gente acha que o jeito é sentar e esperar. Mas a verdade é que você não é um mero espectador. Pelo contrário: seu papel é fundamental. Saber como acompanhar o processo e, principalmente, como colaborar com seu advogado, não só diminui a ansiedade, como pode de fato evitar que o caso se arraste mais do que o necessário.

A ideia aqui é te colocar no comando. Vou te mostrar como ficar de olho no andamento do seu caso e, mais importante, como sua participação ativa fortalece toda a estratégia de defesa e pode fazer a diferença no tempo de espera.

Fique por dentro do andamento do seu processo

Hoje, a tecnologia é sua maior aliada. Quase todos os processos no Brasil são eletrônicos, o que significa que você pode acompanhar cada movimentação do seu caso pela internet, direto no site do tribunal.

Para isso, você vai precisar do número único do processo, que seu advogado vai te fornecer. Com ele em mãos, é só acessar o site do tribunal certo (Tribunal de Justiça do seu estado para ações cíveis e de consumidor, ou Tribunal Regional do Trabalho para as trabalhistas) e procurar pela opção de "consulta processual".

Lá, você verá uma lista de "movimentações". Cada uma delas é um registro de algo novo que aconteceu. Entender o básico já ajuda muito:

  • Concluso para decisão/sentença: Significa que o processo está na mesa do juiz, pronto para uma decisão ser tomada.
  • Juntada de petição: Seu advogado ou a outra parte adicionou um novo documento ou pedido ao processo.
  • Expedição de mandado/notificação: O tribunal enviou uma comunicação oficial para alguém envolvido no caso.

Estar a par dessas etapas te ajuda a entender o ritmo das coisas e a ter conversas muito mais produtivas com seu advogado.

A parceria com seu advogado é a chave para acelerar o processo

Se a pergunta "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?" não sai da sua cabeça, saiba que a resposta está, em grande parte, na sua colaboração com quem te representa. Seu advogado depende de você tanto quanto você dele.

Pense na relação cliente-advogado como um motor de carro. Quando as informações fluem e as respostas são rápidas, o motor funciona liso, sem engasgar. Cada parada desnecessária por falta de um documento ou informação é um atraso no seu destino final.

Para fortalecer essa parceria e colocar o pé no acelerador, aqui vão algumas atitudes práticas:

  • Organize todos os documentos de uma vez: Antes mesmo de começar, junte tudo. E-mails, contratos, prints de WhatsApp, notas fiscais. Crie uma pasta e coloque tudo em ordem cronológica. Entregar esse material mastigado para seu advogado economiza um tempo precioso.
  • Responda com agilidade: O advogado ligou pedindo um documento urgente para responder a uma intimação? Pare o que está fazendo e envie. Perder um prazo por demora na resposta pode ser fatal para o processo.
  • Seja claro e objetivo: Na hora de se comunicar, vá direto ao ponto. Foque nos fatos e em informações novas que realmente importam para o caso, em vez de se perder em longos relatos.
  • Mantenha seu advogado sempre atualizado: Mudou de endereço? A empresa tentou entrar em contato com você? Qualquer novidade, por menor que pareça, deve ser comunicada imediatamente.

Lembre-se: o processo é uma via de mão dupla. Um cliente engajado e organizado não só facilita o trabalho do advogado, mas também mostra para a Justiça que há um interesse real em resolver a situação. E acredite, essa postura proativa pode, sim, fazer uma diferença enorme no tempo total do seu processo.

Existem alternativas mais rápidas que o processo judicial?

Quando alguém me pergunta "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?", a primeira coisa que vem à mente é a longa jornada dentro de um tribunal. Mas a verdade é que nem todo conflito precisa virar uma batalha judicial demorada e desgastante. Existem outros caminhos, muito mais rápidos e econômicos, que resolvem o problema de forma bem mais eficiente.

Pense nessas soluções, que chamamos de Métodos Alternativos de Solução de Conflitos (ou MASCs), como atalhos inteligentes. Eles foram criados justamente para fugir dos gargalos e da burocracia do sistema judiciário tradicional.

A mediação e a conciliação são duas ferramentas poderosas que se baseiam em uma coisa simples: a conversa. Nos dois casos, uma pessoa neutra ajuda os envolvidos a chegarem a um acordo, mas existe uma pequena diferença prática entre elas.

  • Conciliação: Aqui, o conciliador é mais ativo e pode sugerir soluções. É o ideal para conflitos mais diretos e objetivos, como uma dívida não paga ou um problema pontual com um produto.
  • Mediação: O mediador atua como um facilitador, ajudando as próprias pessoas a encontrarem a solução. É perfeita para casos em que é importante preservar o relacionamento, como em uma briga entre sócios ou em um contrato de longo prazo.

Imagine, por exemplo, um franqueado que está insatisfeito com o suporte que recebe da franqueadora. Um processo na justiça poderia levar anos e destruir completamente a relação comercial. Com a mediação, um especialista ajuda os dois lados a conversarem e renegociarem as cláusulas do contrato, salvando o negócio para ambos.

A grande vantagem aqui é a velocidade. Uma briga que se arrastaria por anos no tribunal pode ser resolvida em poucas semanas, às vezes em uma única reunião, e com um custo muito menor.

Arbitragem: uma justiça privada e especializada

A arbitragem funciona como se você contratasse um "juiz particular" para o seu caso. Em vez de levar a disputa para o Judiciário, as partes escolhem um ou mais especialistas no assunto – os árbitros – para dar a palavra final.

Esse método é muito comum em contratos empresariais mais complexos, como os de construção, tecnologia ou até mesmo franquias. Pense bem: se a briga é sobre uma falha de engenharia ou um problema técnico em um software, faz muito mais sentido ter um especialista decidindo do que um juiz que precisaria de um perito para entender o assunto.

A decisão do árbitro, chamada de sentença arbitral, tem a mesma força de uma sentença judicial. E o melhor: na maioria das vezes, não cabe recurso. Isso traz agilidade e um ponto final definitivo para a questão, de forma muito mais rápida.

Comparando os caminhos para a solução

Entender a diferença entre cada método é o que separa uma boa estratégia de uma dor de cabeça. Um bom advogado não é aquele que só pensa em entrar na justiça; é aquele que analisa o seu problema e escolhe a ferramenta certa para resolvê-lo, economizando seu tempo e seu dinheiro.

Para facilitar, preparei uma tabela que resume as principais diferenças.

Comparativo de Métodos de Resolução de Conflitos

Entenda as principais diferenças entre o processo judicial e os métodos alternativos para escolher o caminho mais adequado para seu caso.

Característica Processo Judicial Mediação/Conciliação Arbitragem
Decisão Imposta por um juiz. Construída pelas partes. Imposta por um árbitro escolhido.
Duração Anos. Semanas ou meses. Meses.
Custo Alto (custas, honorários, perícias). Baixo a moderado. Moderado a alto, mas previsível.
Confidencialidade Público, em geral. Confidencial. Confidencial.
Controle Baixo, depende do juiz. Alto, as partes decidem. Moderado, as partes definem regras.
Ideal para Casos sem diálogo ou que exigem ordem judicial. Preservar relações e soluções criativas. Disputas técnicas e complexas.

Então, antes de achar que o tribunal é a única saída, converse com seu advogado sobre essas alternativas. A resposta para a sua pergunta "coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?" pode ser "bem menos do que você imagina", se o caminho certo for escolhido desde o início.

Conclusão: como um escritório especializado faz a diferença

Chegando ao fim desta jornada, fica claro que a pergunta “coloquei a empresa na justiça, quanto tempo demora?” não tem uma resposta simples. O caminho pode levar anos, mas uma estratégia bem pensada tem o poder de encurtar – e muito – essa espera.

É exatamente neste ponto que o apoio de uma assessoria jurídica especializada se torna o grande diferencial. Um advogado experiente não apenas conhece as etapas do processo como a palma da mão, mas sabe antecipar problemas, negociar alternativas e, claro, manter você informado sobre cada passo.

A verdadeira expertise jurídica não está apenas em saber conduzir um processo, mas em identificar o caminho mais rápido e seguro para proteger seus interesses, seja no tribunal ou fora dele.

Uma visão estratégica para acelerar seus resultados

Um escritório que vive o dia a dia de casos empresariais, de franquias e trabalhistas enxerga o quadro completo. Eles conseguem identificar detalhes em questões trabalhistas e de recursos humanos que um advogado generalista provavelmente deixaria passar.

Essa especialização permite uma abordagem focada em resultados práticos, que busca proteger não só os seus direitos, mas também o seu tempo e o seu dinheiro.

Se você está vivendo um conflito como esse, não deixe a incerteza e a demora tomarem conta. Agende uma conversa e descubra como uma abordagem focada pode acelerar sua busca por justiça e proteger seus interesses.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Depois de entender todas as etapas e os fatores que mexem com o cronômetro da Justiça, é super normal ainda ter algumas perguntas na cabeça.

Por isso, separei aqui as dúvidas mais comuns que chegam no escritório. A ideia é responder tudo de forma rápida e direta, para você se sentir mais seguro sobre o que esperar.

Ganhei o processo! Recebo o dinheiro na hora?

A resposta curta é: não, o dinheiro não cai na conta imediatamente. Assim que sai a decisão final a seu favor, o processo entra na fase de execução. É aqui que a "cobrança oficial" do valor acontece.

Se a empresa for correta e pagar por conta própria, ótimo, tudo é mais rápido. O problema é quando ela se recusa a pagar. Aí, a justiça precisa entrar em campo para forçar o pagamento, usando ferramentas como a penhora de bens. Essa etapa pode levar de alguns meses a, infelizmente, até anos.

O que significa quando um processo vai para a segunda instância?

Ir para a segunda instância é basicamente o "segundo round" da briga judicial. Acontece quando a parte que perdeu na primeira decisão (a sentença) não aceita o resultado e decide recorrer.

Nesse caso, seu processo é reanalisado por um grupo de juizes mais experientes, os desembargadores, lá no Tribunal de Justiça. Essa nova fase, claro, adiciona mais tempo ao processo, em média, de 1 a 3 anos.

Fazer um acordo é sempre a melhor saída?

Na grande maioria dos casos, sim. Um bom acordo pode resolver tudo em questão de semanas, enquanto um processo pode se arrastar por anos a fio. Além da economia de tempo, fazer um acordo poupa o desgaste emocional e os custos de continuar na disputa.

Mas atenção: o acordo precisa ser justo. É papel do seu advogado analisar a proposta da empresa para garantir que ela seja realmente vantajosa e cubra seus direitos de forma adequada.

Fique de olho: Jamais aceite uma proposta de acordo sem o aval do seu advogado. Uma oferta que parece boa à primeira vista pode esconder "letras miúdas" prejudiciais ou oferecer um valor muito abaixo do que você realmente teria direito a receber no final.

Qual processo é mais rápido: trabalhista ou cível?

Sem a menor dúvida, o processo trabalhista leva a melhor no quesito velocidade. A Justiça do Trabalho foi criada para ser mais ágil, pois lida com questões de sobrevivência, como salários, rescisões e outros direitos essenciais.

Para se ter uma ideia, uma ação trabalhista leva, em média, 1 ano e 2 meses para ter uma decisão na primeira instância. Já um processo cível na Justiça comum, como uma briga com uma operadora de celular ou a discussão de um contrato, pode demorar em média 3 anos e 9 meses. A resposta para "processei a empresa, quanto tempo demora?" muda completamente dependendo da área.

Meu advogado pode fazer algo para o processo andar mais rápido?

Com certeza. Um advogado ativo e que conhece os atalhos do sistema faz toda a diferença. Ele não fica parado esperando as coisas acontecerem. Algumas estratégias que um bom profissional adota são:

  • Preparar uma petição inicial "à prova de balas", ou seja, completa e bem explicada, para evitar que o juiz precise pedir esclarecimentos que só atrasam tudo.
  • Ficar em cima de cada movimentação, garantindo que nenhum prazo seja perdido e respondendo rapidamente a qualquer chamado da justiça.
  • Usar as ferramentas certas para impedir que o outro lado use manobras e recursos apenas para ganhar tempo.
  • Estar sempre aberto a negociar um bom acordo, se aparecer uma oportunidade que seja realmente boa para você.

No fim das contas, a parceria e a comunicação constante entre você e seu advogado são o melhor caminho para garantir que o processo corra da forma mais ágil possível.


No Pedro Miguel Law, sabemos que seu tempo é valioso. Nossa equipe não só entende profundamente dos trâmites da justiça, mas está sempre buscando as soluções mais eficientes e estratégicas para defender seus direitos.

Agende uma consulta e descubra como nossa abordagem pode fazer a diferença no seu caso.

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