Dano moral in re ipsa é o dano moral presumido: em determinadas situações, basta comprovar o fato ilícito para que o dano moral seja reconhecido, sem exigir prova específica do abalo (como laudos, testemunhas sobre sofrimento, etc.). O conceito de danos morais in re ipsa é fundamental para entender essas situações. Fonte institucional com panorama do tema:
Se você passou por uma situação desse tipo, é recomendável procurar um advogado para analisar documentos, verificar a jurisprudência atual e orientar o melhor caminho (pedido de cessação do ilícito, tutela de urgência, indenização, etc.).Os danos morais in re ipsa são especialmente relevantes em casos envolvendo direitos da personalidade.
Acesso Rápido
- O que significa in re ipsa (pela força dos próprios fatos)
- O que são danos morais in re ipsa (dano moral presumido)
- Por que o STJ “define” as hipóteses (e por que isso muda)
- Exemplos de danos morais in re ipsa reconhecidos pelo STJ
- Como agir (e o que reunir de prova)
- FAQ — perguntas frequentes
- Fontes (links externos para citação)
O que significa in re ipsa (pela força dos próprios fatos)
A expressão latina in re ipsa é usada para indicar que o dano decorre “da própria coisa”, isto é, do próprio acontecimento, por sua gravidade típica e potencial de violar direitos da personalidade (honra, imagem, dignidade).
Entender os danos morais in re ipsa é essencial para quem busca justiça em casos em que o sofrimento é claro, mas a prova é difícil de apresentar.
Na prática, isso desloca o foco: em vez de provar “como doeu”, a parte precisa provar o fato e sua autoria/participação (nexo causal).
O que são danos morais in re ipsa (dano moral presumido)
Em responsabilidade civil, costuma-se discutir ato ilícito, nexo causal e dano.
Nos danos morais in re ipsa, o dano moral é presumido em hipóteses consolidadas pela jurisprudência: comprovado o ilícito, o ordenamento reconhece que o abalo é consequência natural daquele evento.
Importante: “presumido” não significa “automaticamente indenizável em qualquer cenário”, porque podem existir exceções e detalhes relevantes (como histórico de inscrições anteriores em cadastro de inadimplentes, dependendo do caso).
Por que o STJ “define” as hipóteses (e por que isso muda)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolida entendimentos sobre quando o dano moral pode ser presumido, e esses entendimentos podem ser ajustados com o tempo conforme novos julgamentos e teses.
Um exemplo sensível é o debate sobre negativação indevida: há tese de que a inscrição indevida pode configurar dano moral in re ipsa, mas existe também a discussão de limites em casos com anotação preexistente legítima (Súmula 385/STJ, aplicada em determinadas situações).
Exemplos de danos morais in re ipsa reconhecidos pelo STJ
A seguir, alguns exemplos que aparecem em compilações institucionais e no material do STJ sobre o tema, lembrando que o enquadramento depende do caso concreto e do entendimento mais atual.
Inscrição indevida em cadastro de inadimplentes (SPC/Serasa)
O STJ reúne entendimento de que a inscrição indevida em cadastro de inadimplentes pode configurar dano moral in re ipsa (presumido), desde que demonstrada a irregularidade e observados os critérios do caso.
Atenção: em discussões sobre anotação anterior legítima, pode haver impacto no cabimento de indenização, conforme aplicação da Súmula 385/STJ em situações específicas.
Diploma sem reconhecimento (sem validade para atuação)
Há referência institucional apontando hipóteses em que o dano moral pode ser presumido, incluindo situações em que problemas de reconhecimento/validade do diploma afetem a vida profissional do aluno.Essa é uma das hipóteses de danos morais in re ipsa reconhecidas pela jurisprudência.
Nesse tipo de caso, documentos de oferta/propaganda, contrato, histórico escolar e comunicações oficiais costumam ser determinantes para a análise jurídica.
Outras hipóteses e a necessidade de checagem atualizada
Temas como protesto indevido, uso indevido de marca, falhas graves na prestação de serviço e outras situações podem ter decisões relevantes, mas o reconhecimento como in re ipsa pode variar conforme a evolução jurisprudencial.
Como agir (e o que reunir de prova)
Mesmo quando o dano moral é presumido, a prova do fato e do nexo com o responsável continua essencial.
Antes de tomar qualquer medida, organize uma linha do tempo (datas, protocolos e documentos) para facilitar a análise técnica.
Checklist prático:
- Negativação (SPC/Serasa): relatório/consulta, notificação, contrato, comprovantes de pagamento, protocolos de atendimento e eventual contestação.
- Diploma/curso: contrato, e-mails, material publicitário, histórico escolar e documentos/indicações sobre reconhecimento/credenciamento.
- Organização: prints e PDFs com data, link/URL quando houver e identificação do responsável.
FAQ — perguntas frequentes
Dano moral in re ipsa dispensa qualquer prova?
Dispensa a prova específica do abalo psicológico/social, mas não dispensa a prova do fato ilícito e do nexo com a vítima (documentos, registros, comunicações e datas).
Inscrição indevida no SPC/Serasa sempre gera indenização?
Há entendimento consolidado de que a inscrição indevida pode gerar dano moral presumido, mas pode haver discussão de exceções conforme circunstâncias do caso, incluindo entendimento sumulado em situações com anotação anterior legítima (Súmula 385/STJ).
Quem decide quais situações são in re ipsa?
O entendimento é construído pela jurisprudência, com forte papel do STJ na consolidação e atualização das hipóteses ao longo do tempo.
Fontes (links externos para citação)
- STJ – Jurisprudência em Teses (Cadastro de Inadimplentes): https://www.stj.jus.br/publicacaoinstitucional/index.php/JuriTeses/article/viewFile/11306/11435
- Compilação institucional sobre dano moral presumido
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